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A PL 122 com o texto substitutivo do relator Senador Paulo Paim que estava post em votação na CDM nesta quarta-feira (04/12) foi mais uma vez adiado por um pedido feito do líder do PT. A discussão e a votação do projeto vai se estender e os Senadores Magno Malta e Lopes querem o projeto no Senado.

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) adiou mais uma vez a votação do projeto que torna crime a discriminação ou o preconceito com base na orientação sexual e identidade de gênero (PLC 122/2006).

O adiamento foi motivado por pedido do líder do PT, senador Wellington Dias (PT-PI). O anúncio foi acompanhado por deputados da bancada evangélica e representantes de igrejas, contrários à proposta, além de ativistas e entidades de defesa dos direitos dos homossexuais, que defendem a aprovação. Segundo a presidente do colegiado, senadora Ana Rita (PT-ES), o projeto continua na pauta e será analisado na próxima reunião.

O relator da matéria e autor do substitutivo em exame na CDH, Paulo Paim (PT-RS), informou que foi procurado por outros parlamentares para adiar mais uma vez a votação e explicou que não era ele que estava recuando da deliberação do projeto.

- Não teve um líder que defendeu que a matéria fosse votada, nem do PT. Isso tem que ficar muito claro. Tem gente que faz um discurso para fora e outro para dentro. Quer ficar bem para foto e, na verdade, não defende posições. Não me tirem para bobo. Quando assumi esse projeto, eu sabia da responsabilidade. Fiz de tudo. Construí uma linha para que a gente combata o ódio, a intolerância e o preconceito contra todas as pessoas. É um projeto global. Tive a coragem que muita gente não teve. Se alguém está recuando da discussão, não é aqui não – afirmou o senador.

Segundo Paim, líderes do governo e do PT marcaram reunião nesta quinta-feira (5) com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para debater melhor o texto antes da votação.

– A Secretaria-Geral da Presidência pediu, via José Pimentel [líder do governo], que haja essa chance de construir um entendimento em uma reunião nesta quinta-feira. Esse projeto não é bomba, é um projeto que trata de vidas, de direitos humanos – disse Paim, reafirmando que seu relatório é fruto de amplo debate com representantes de todos os setores envolvidos.

A reunião com a Secretaria-Geral da Presidência estava marcada originalmente para esta terça-feira (3), mas foi adiada em razão da morte do governador de Sergipe, Marcelo Déda. Wellington Dias avalia que um entendimento está próximo e fez um apelo para que a votação do PLC 122/2006 fosse adiada.

- Eu acho que estamos muito perto [de um entendimento]. O apelo que fazemos é que nos deem a oportunidade desse entendimento – afirmou Wellington Dias.

Código Penal

O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) apresentou requerimento para que o PLC 122/2006 seja apensado ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 236/2012 de reforma do Código Penal. A proposta está sendo analisada no Senado por uma comissão especial. Lopes e o senador Magno Malta (PR-ES) argumentaram não ser possível manter o projeto que pune a homofobia na pauta da CDH porque querem a análise desse requerimento antes.

- O processado [o requerimento] tem que ir à Mesa [do Senado] independente de estar na pauta [da CDH] – argumentou Lopes.

Em resposta, Ana Rita disse que está seguindo o regimento e que a matéria será mantida na pauta da CDH. Sob protestos, Lopes e Magno Malta, que integram a bancada evangélica, afirmaram que vão recorrer da decisão.

Fonte: Infor Gospel
O seminário “Diferentes mas iguais” promovido pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) e pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) ontem, 15/05, no Senado reuniu militantes homossexuais e políticos para debater o PL 122.

Durante o seminário, o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) afirmou que é errado que os evangélicos sejam taxados de “inimigos número um da causa LGBT”, por discordarem de termos do PL 122.

Fonseca, que também é pastor, afirmou que “o evangélico não concorda com a prática homossexual, mas isso não significa homofobia. Ser evangélico é respeitar e promover a tolerância”. O deputado também reclamou que não foi concedido a ele o direito de resposta quando um dos participantes afirmou que os evangélicos são “todos homofóbicos”.

De acordo com informações do jornal “O Estado de S. Paulo”, a senadora Marta Suplicy afirmou que as dificuldades em aprovar o projeto se devem a “uma minoria que é muito barulhenta e se posiciona”, referindo-se aos evangélicos.

Suplicy ainda ressaltou que há no Senado políticos favoráveis ao projeto, mas que não se posicionam por medo da reação dos eleitores: “Essa maioria silenciosa vai se posicionar se a população civil se posicionar a favor do projeto”.

Sobre essa declaração de Marta, o jornalista Reinaldo Azevedo afirmou que a senadora pretende aprovar a lei através de pressão: “A senadora Marta Suplicy (PT-SP) decidiu que é preciso aprovar a tal lei anti-homofobia no berro”.

Marta Suplicy declarou que “esse projeto pode não ser suficiente para acabar com o preconceito imediatamente”, porém em seu entender se faz necessário: “Não podemos viver em um país onde os homossexuais são vítimas de bullying nas escolas ou são espancados em plena Avenida Paulista, o que às vezes resulta em suicídios e assassinatos”.

Entre os participantes, o presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais), Toni Reis, afirmou que aguarda a aprovação do PL 122 e citou os exemplos de Chile e Argentina, que recentemente aprovaram leis semelhantes à discutida no Brasil.

Reinaldo Azevedo afirmou em artigo publicado em seu blog no site da revista Veja que “a dita lei anti-homofobia, mesmo na versão amenizada que está no Senado, é um coquetel de inconstitucionalidades”.

Há por parte dos ativistas gays um pedido para que a senadora Marta Suplicy apresente novamente a versão original do PL 122, para votação nas comissões pelas quais ainda tem que tramitar, antes da votação em Plenário.

Fonte: Gospel+
O mais que polêmico PLC 122 patinou em sua última tentativa de votação na Comissão de Direitos Humanos (CDH), em dezembro de 2011, e foi retirado da pauta por sua relatora, a senadora petista Marta Suplicy (SP). Em 2012 Marta deve ouvir outros setores da sociedade, como os cristãos fundamentalistas, para construir um projeto de lei que abranja outras discriminações além da por orientação sexual.Quando iniciar seus trabalhos legislativos de 2012, em 2 de fevereiro, o Senado Federal vai ter em duas de suas comissões proposições que garantem mais direitos à população LGBT.

Senado se rende a evangélico: criminalizar homofobia fica para 2012Em meio a guerra entre militantes evangélicos e LGBTTs, Comissão de Direitos Humanos cede à pressão dos primeiros e desiste de votar projeto que pune com cadeia quem discriminar gays. Relatora Marta Suplicy (PT-SP) contou votos e temeu não ganhar. ‘Existe homofobia no Brasil, sim’, diz. ‘Queremos lei que também resguarde nossos direitos’, rebate senador evangélico.
Najla Passos
BRASÍLIA – O Brasil tem uma presidenta mulher, mas isso não quer dizer que se livrou de preconceitos de gênero ou opção sexual. Eles continuam bem vivos, como se viu em baixaria recente de um deputado militar contra Dilma Rousseff. E como se pôde comprovar nesta quinta-feira (8) no Senado, palco de uma verdadeira batalha entre militantes gays e evangélicos por conta da tentativa – que acabou sendo empurrada para 2012 – de se criminalizar a homofobia.

Relatora do projeto que criminaliza a homofobia, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) fez algumas concessões aos segmentos religiosos para tentar aprovar a proposta na Comissão de Direitos Humanos do Senado --o texto que será analisado amanhã protege os cultos da criminalização.
A informação é de reportagem de Márcio Falcão e Nádia Guerlenda publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Nesta terça-feira, um caloroso debate ocorreu no Senado Federal, em Audiência Pública convocada pela bancada evangélica, para debater o projeto PLC 122/2006, que recebeu novo texto da senadora Marta Suplicy e o nome de Lei Alexandre Ivo (foto), em homenagem ao adolescente de 14 anos morto e torturado em São Gonçalo em 2010. A senadora Marta Suplicy e militantes gays não compareceram ao debate, por acreditarem que isso colaboraria para transformar o evento em um circo. Em suma, o circo aconteceu, com representantes evangélicos como os pastores Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e Wilton Costa, presidente da Frente Nacional Cristã de Ação Social e Política (Fenasp).
Após PL 122 ser´engavetado`, é apresentado novo texto elaborado junto com evangélicos. Na nova proposta, discursos contra a homossexualidade não são condenados – esse era o maior impasse, já que fere a Constituição.-Confira o novo texto…
O PLC 122, Projeto de Lei que criminalizava a “homofobia” no Brasil, foi “paralisado”. A senadora Marta Suplicy explicou que “não se trata de arquivar o PLC 122, mas preparar um substitutivo para ele”.
O novo texto foi criado pelos senadores Demóstenes Torres, Marcelo Crivella e pela própria Marta Suplicy. Apesar de não assinar como um dos autores, o senador evangélico Magno Malta também participou de reuniões sobre o projeto de lei que será apresentado nos próximos dias ao Senado. Representantes da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros) também integraram reuniões.

Em programas de TV, os ativistas do movimento LGBTUVWXYZ posam como vítimas de preconceito e dizem que pregam o amor, respeitando as diferenças. Mas, em suas reuniões privadas, fomentam o ódio contra os evangélicos e mostram claramente quem são: discriminadores e perseguidores religiosos. Você sabia que os elegebetistas pretendem lançar outro projeto de lei amordaçante, em substituição ao nefando PLC 122? Eles pretendem agora usar um nome de um jovem assassinado para gerar comoção.

Assista aos vídeos abaixo e conheça o objetivo de alguns políticos (que receberam votos até dos evangélicos!) e ativistas gays evangelicofóbicos, os quais, por incrível que pareça, ainda se dizem defensores dos direitos humanos... Nunca leram eles o artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos?







Fonte: Blog do Pr. Ciro Zibordi
PLC 122 oficialmente acabou: Marta Suplicy decide encerrar projeto após reunião com bancada evangélica
O senador Magno Malta(PR-ES) e a senadora Marta Suplicy (PT-SP) se reuniram em um almoço no gabinete do senador evangélico e decidiram “enterrar” o Projeto de Lei 122 que criminalizava todo opinião contrária ao homossexualismo.
O projeto foi elaborado pela ex-senadora Iara Bernandi em 2006 e chegou a ser arquivado pelo Senado Federal, mas no começo de 2011 foi desarquivado pela senadora do PT que passou a ser a relatora do processo.
O PL 122 foi severamente criticado por parlamentares e principalmente pelas frentes evangélicas, católicas e da família que armaram uma verdadeira guerra para que o PL, interpretado por eles como inconstitucional, não fosse aprovado.
Um dos textos dizia que "em frente a Catedral, nós ativistas LGBTT iremos queimar um exemplar da 'Bíblia Sagrada'".

No que a entidade classifica como um "ataque hacker", um aviso postado na tarde desta terça-feira (31) no site da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) convocava simpatizantes a um evento em Brasília, supostamente programado para amanhã (1), em que seriam queimados exemplares da Bíblia.

Na primeira versão publicada na seção de "eventos nacionais" da página virtual, o texto dizia que "em frente a Catedral, nós ativistas LGBTT iremos queimar um exemplar da 'Bíblia Sagrada'". Em seguida, a mensagem defendia que "um livro homofóbico como este não deve existir em um mundo onde a diversidade é respeitada."

Um ato contra a tramitação do projeto de lei, no Senado, que criminaliza a homofobia, reuniu cerca de vinte mil fiéis, segundo a Policia Militar. Ao mesmo tempo, um pequeno grupo de homossexuais protestaram contra o ato, cercado por 50 policiais militares.

A manifestação foi promovida pelo pastor Silas Malafaia e reuniu diversos líderes e igrejas evangélicas em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, e teve como objetivo protestar contra a votação do Projeto de Lei 122, desarquivado no Senado, que criminaliza tudo que possa ser interpretado como discriminação ou preconceito aos homossexuais no Brasil. A pena, caso o projeto seja aprovado, é de 2 a 4 anos de prisão.
Manifestantes entregaram ao presidente do Senado manifesto com mais de 1 milhão de assinaturas
Deputados e senadores da Frente Parlamentar Evangélica, da bancada católica, da Frente Parlamentar da Família e lideranças evangélicas se uniram, hoje (1º), no Congresso Nacional, para protestar contra a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia. Eles também defendem a aprovação de projeto de decreto legislativo que suspende decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo.

Os integrantes das frentes entregaram ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), um manifesto com mais de 1 milhão de assinaturas de pessoas contrárias à aprovação do projeto que criminaliza a homofobia. Segundo o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), o projeto que criminaliza a homofobia é inconstitucional. A proposta já foi aprovada pela Câmara e está tramitando no Senado desde 2006.