O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou, na sexta-feira, o capitão da Polícia Militar Flávio Alves Cardoso e o cabo Marcelo Sales de Oliveira pelo crime de homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, os policiais do 16º BPM (Olaria) mataram a tiros o pastor evangélico Sinval Barbosa Alves durante patrulhamento na favela Furquim Mendes, no Jardim América, em dezembro de 2007.
Segundo o MP-RJ, os dois policiais efetuaram disparos na direção de moradores da região, atingindo o pastor, que conversava com a mulher na rua, próximo a um templo evangélico. A denúncia é do promotor Alexandre Themístocles, da 6ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, e foi distribuída ao I Tribunal do Júri da Comarca da Capital.
A investigação da 38ª DP (Brás de Pina) desmentiu a versão de confronto armado apresentada pelos policiais. Os policiais teriam levado o corpo da vítima para o Hospital Estadual Getulio Vargas sob o falso pretexto de prestar socorro, para impedir a realização de perícia no local do crime.

Para proteger parentes da vítima e testemunhas, o MP-RJ requer à Justiça a decretação de medida cautelar proibindo os denunciados de frequentarem a circunscrição do batalhão e de manterem qualquer tipo de contato com moradores da comunidade de Furquim Mendes. Além disso, o MP-RJ pede a suspensão do exercício da função policial dos denunciados e a cassação de sua autorização de porte de arma de fogo.
No texto, o promotor ressalta que o capitão Flávio Alves já foi denunciado duas vezes por homicídio qualificado no exercício da função policial, estando proibido pela Justiça de frequentar a Cidade Alta, e que o cabo Marcelo Sales foi denunciado outras cinco vezes pela prática de crimes dolosos contra a vida. A denúncia por homicídio qualificado se deve ao fato de o crime ter sido cometido mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Em caso de condenação, os PMs podem ficar de 12 a 30 anos presos.
Fonte: Terra 
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Eginoaldo

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