Avião chegou a Boston onde os familiares de Gomes os aguardavam

O CPAD News divulgou na quinta-feira que o ex-presidente americano Jimmy Carter tinha ido a Coreia do Norte para tentar libertar o cristão, Aijalom Mali Gomes, que estava detido há sete meses. O trabalho deu resultado e os dois voltaram a Massachusetts nesta sexta-feira.

De acordo com o ex-presidente Carter, o líder norte-coreano Kim Jong-Il foi concedeu anistia a Aijalom Mali Gomes. "A família de Gomes ficou aliviada. Eles estão emocionados e gratos ao ex-presidente Carter", disse a porta-voz da família Thaleia Schlesinger.

O Departamento de Estado Americano, que fracassou na tentativa de libertar Gomes no mês passado, também recebeu a notícia. "Apreciamos o esforço humanitário do ex-presidente Carter e a decisão de boas-vindas da Coreia do Norte em conceder anistia especial o senhor Gomes e permitir que ele retorne aos Estados Unidos", divulgou o porta-voz do departamento de Philip J. Crowley.

Carter chegou a Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, na quarta-feira com uma delegação do Centro Carter. Foi uma viagem humanitária com a missão particular de fazer avançar os direitos humanos e trazer Gomes para casa. "Com base em nossa avaliação de que a saúde de Gomes estava em risco e que precisava receber atendimento imediato nos Estados Unidos, o Governo Coreano concordou com a decisão de libertá-lo”, afirmou Crowley.

O avião chegou a Boston às 14h locais (15h de Brasília), onde os aguardavam 19 familiares de Gomes, libertado por motivos humanitários. Carter e o norte-americano saíram do avião aplaudidos pelo grupo de pessoas que os esperavam no aeroporto internacional de Boston.

Outros assuntos




Durante a visita, Carter tinha assuntos a tratar com o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte e vice-ministro para assuntos estrangeiros americano sobre as relações EUA - Coreia do Norte. O número dois do regime comunista, Kim Yong-Nam, expressou a Carter o desejo de um "reinício das negociações" entre as duas Coreias, Estados Unidos, Rússia, Japão e China, e do fim dos programas nucleares na península coreana, destacou a KCNA.

A oferta apresentada a Carter foi feita após uma visita do negociador nuclear chinês Wu Dawei a Pyongyang, e coincidindo com uma visita de Kim Jong-Il a China, principal aliado do regime.

A Coreia do Norte se retirou das conversações multilaterais em abril de 2009 para protestar contra a condenação da ONU a um aparente teste de míssil, apresentado pelo regime de Pyongyang como um teste de foguete espacial. Um mês depois, Pyongyang executou o segundo teste nuclear da história do país, o que provocou mais sanções por parte da ONU.

Um dos principais obstáculos para a retomada das negociações é o afundamento em março de um navio sul-coreano, que provocou a morte de 46 marinheiros e que Washington e Seul atribuem a Pyongyang.

O enviado nuclear chinês visitava Seul nesta sexta-feira para tentar promover a retomada das negociações, e informando os dirigentes sul-coreanos sobre sua visita a Pyongyang na semana passada.

No entanto, a Coreia do Sul expressou suas reservas à proposta chinesa de organizar um encontro informal entre Pyongyang e Washington.

Fonte: CPAD News

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Eginoaldo

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