Caracas, 23 nov (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, mandou para o "inferno" um grupo evangélico que chamou sua reforma constitucional de "herética", além de criticar a Igreja Católica por ter dito que este projeto é "moralmente inaceitável".

Em um ato da campanha pelo "sim" à reforma, que será submetida a plebiscito no dia 2 de dezembro, Chávez chamou de "farsante" o representante do Fórum Evangélico da Venezuela, que afirmou que sua proposta para uma nova Constituição é uma heresia.

Ele também reprovou a Conferência Episcopal Venezuelana, que em um recente documento se opôs à moralidade do projeto de reforma.

Para o presidente venezuelano, que deu vivas a Jesus Cristo "pai, líder e revolucionário", sua reforma responde à "proposta divina de Cristo, o redentor dos pobres", o que, segundo ele, fará os cristãos votarem pelo "sim" em 2 de dezembro.

"Há alguns farsantes manipulando. Alguns são bispos católicos.

Agora surgiram alguns supostos líderes evangélicos, mas tenho certeza de que a grande maioria dos verdadeiros cristãos evangélicos e dos verdadeiros católicos está com a reforma e vão votar pelo "sim", disse o governante em um ato em Caracas.

O Fórum Evangélico da Venezuela argumentou que a reforma é uma "heresia", pois ameaça a propriedade privada, o que considera ser de origem divina, e por não limitar o número de reeleições do presidente, o que seria contra a vontade de Deus.

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Eginoaldo

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